Que mundo deixaremos para nossos netos e netas?
Temos sido bombardeados com tantas más notícias e acabamos nos sentindo pequenos demais para fazer alguma coisa. Muitas vezes, eu também me vejo fazendo essa mesma pergunta. Que mundo deixaremos para nossos netos e netas? Que mundo estamos compartilhando com nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, primos e primas?
Olhando em volta, aqui e agora, penso que somos um grupo de escolhidos. Não só por viver as experiências que vivemos aqui, mas, sobretudo, para disseminar nossos ideais, compartilhar a experiência de tudo o que vivemos, mostrando com as nossas próprias vidas que é possível resistir cantando, dançando, escrevendo, fazendo arte, amando.
É possível, sim, viver de um jeito mais bonito, criativo, integrado e conectado com as coisas de Deus. Herança de tudo o que aprendemos uns com os outros.
Que possamos ser referência (não só para os nossos netos e netas, mas para todos): do amor que inquieta, da paz que movimenta, da fé que nos sustenta, mostrando que é possível, mesmo que doa, encontrar alternativas para reescrever a história desse mundo doido que está aí.
De geração em geração, compartilhemos com mais e mais pessoas, o jeito OPA de ser, ampliando o significado do que é ser família.
Que sigamos cuidando uns dos outros, alimentando nossa fé e fazendo algo bonito para que Deus dance em vários corações, em todos os corações, em nossos corações.
E juntos, independente das distâncias - pais, mães, filhos, netos, avós, tias, primos, madrinhas, padrinhos, irmãos, amigos - guardemos a certeza de que, se cairmos, alguém nos ajudará a levantar. Que sigamos acreditando em projetos absurdos e, mais do que isso, realizando-os. E que Deus seja tudo em todos. Amém.